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A Ferida da Criança — Da Origem à Vida Adulta - 2 / 10

 A Rejeição na Vida Adulta: a fuga da intimidade A ferida da rejeição não fica na infância. Cresce contigo, troca de roupa e disfarça-se de personalidade adulta. E onde mais se denuncia é na forma como vives o Amor.  Em termos da teoria do apego (desenvolvida por John Bowlby e Mary Ainsworth) a criança que se sentiu rejeitada tende a desenvolver, em adulta, um apego evitativo. Bowlby observou que crianças cujas necessidades de proximidade foram repetidamente recusadas aprendem a desligar essa necessidade. Não porque deixem de a ter , mas porque doeu demasiado tê-la e não ser correspondida. Então fazem o mais inteligente que conseguem: convencem-se de que não precisam de ninguém. Vês isto no dia a dia de mil formas. És a pessoa que diz "eu estou bem sozinha". É em parte verdade, mas é também uma armadura. Da pessoa que se sente sufocada quando alguém se aproxima demais. Que sabota relações boas exatamente quando se tornam sérias, porque a intimidade ativa o velho alarme: se...

A Ferida da Criança — Da Origem à Vida Adulta - 1 / 10

 A Ferida da Rejeição Há uma ferida que se instala antes de quase todas as outras: a rejeição. Não é a rejeição de uma ideia tua ou de algo que fizeste — é a sensação, gravada muito cedo, de que tu, o teu ser, não tinha lugar. De que a tua simples existência incomodava. A rejeição é descrita como a primeira e a mais profunda ferida da Criança.  Forma-se, muitas vezes, na relação com o progenitor que a criança sentiu não a querer ali — por um olhar que se desviava, por uma frieza, por uma frase dita sem peso aparente: "não estava nos planos", "foste uma surpresa", "se não tivesses nascido…". A criança não percebe o contexto adulto por trás destas palavras. Apenas sente. E o que sente é: eu sou a mais. A rejeição também nasce do subtil. Um bebé que chora e não é pegado ao colo. Uma criança comparada constantemente com um irmão "mais fácil". Um pai que só se aproxima quando há notas boas para mostrar. Não é preciso violência para deixar marca. Ba...

A Criança que Ainda Vive em Ti - Série - 10/10

A Criança Interior curada Uma criança interior curada não significa ausência de dor.  Significa que a dor já não te governa. Significa que consegues sentir sem ser arrastada. Que consegues dizer não sem culpa. Que recebes amor sem o sabotares. Que te permites ser imperfeita sem entrar em colapso.  É uma versão de ti mais inteira, mais presente, mais livre. O trabalho com a criança interior é um dos mais profundos que uma pessoa pode fazer.  E os frutos aparecem em tudo! Nos relacionamentos, na autoestima, na paz interior, no trabalho, na forma como lidas com dinheiro. Não é o fim de um caminho. É o início de uma vida vivida de dentro para fora. Conta-me aqui nos comentários como te sentes depois deste trabalho e se precisares de ajuda com algum tema, contacta-me por aqui . 

A Criança que Ainda Vive em Ti - Série - 9/10

  Quando a Criança Interior resiste à cura Às vezes, quando começas este trabalho, surge resistência.  Uma voz que diz "isso é parvoíce", "já passei por isso, está resolvido", "não quero ir a esses sítios". Essa resistência é normal e é, ela própria, uma mensagem. A criança aprendeu a proteger-se. Fechou-se porque abrir doía demasiado.  Respeita esse ritmo. A cura não pode ser forçada. Mas podes criar condições seguras para que ela aconteça, através de terapia, de práticas energéticas, de meditação, de escrita.  Pouco a pouco, a criança percebe que agora há um adulto responsável a tomar conta dela. E começa a confiar. E aprender a confiar em ti enquanto adulta é a maior e melhor aprendizagem que ela vai fazer.  Se precisares de ajuda a trabalhar estes temas, clica aqui . 

A Criança que Ainda Vive em Ti - Série - 8/10

A  Criança Interior e Autoestima A autoestima de um adulto é construída sobre as fundações da criança. Se ela cresceu a ouvir "és demasiado sensível", "para de chorar", "não fazes nada bem" "és muito desastrada" o adulto acredita nisso.  Não conscientemente, mas nas entrelinhas do comportamento: desvaloriza as suas conquistas, pede desculpa por existir, coloca sempre os outros em primeiro lugar. Trabalhar a criança interior é, essencialmente, reconstruir a relação que tens contigo mesma. É aprender a ver-te com olhos gentis. Perceber que o teu valor não depende do que fazes, do que tens ou do que os outros pensam de ti. E isso é muito, muito poderoso!! Se precisares de ajuda a tratar deste tema, contacta-me aqui

A Criança que Ainda Vive em Ti - Série - 7/10

O papel do corpo na cura da Criança Interior As emoções que a criança interior carrega não ficam apenas na mente, ficam no corpo.  Tensão no peito quando te sentes rejeitada.  Nó na garganta quando queres falar mas não consegues.  Estômago apertado antes de uma situação de conflito.  O corpo lembra o que a mente tenta esquecer.  Por isso, a cura da criança interior passa também pelo corpo. Pela respiração consciente, o movimento, o toque. Quando aprendes a estar presente no teu corpo sem julgamento, crias um espaço seguro onde a criança finalmente se pode soltar.  E com ela, libertam-se anos de tensão acumulada. Experimenta e diz-me como correu. Se sentires que precisas de ajuda com este processo, contacta-me aqui . 

A Criança que Ainda Vive em Ti - Série - 6/10

Como iniciar o processo de cura? Não esperes uma crise para começar.  Podes começar hoje, com pequenos gestos.  Olha para uma fotografia tua em criança.  O que sentes? Compaixão? Tristeza? Indiferença? Essa reação diz muito. Escreve uma carta para essa criança. Diz-lhe o que nunca ninguém lhe disse: que ela é suficiente, que não tem culpa, que merece amor. No início pode parecer estranho ou artificial.  Mas com o tempo, algo muda. A voz interior que te critica começa a suavizar-se. E percebes que tens sido a tua pior inimiga, quando podes ser a tua melhor aliada. Conta-me como te sentiste depois de fazer este exercício e se precisares de ajuda a resolver alo, por favor, contacta-me aqui .